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          FILOSOFIA PARA CRIANÇAS – EDUCAÇÃO PARA O PENSAR

 

Marcos Antônio Lorieri

          
   Filosofia para Crianças-Educação para o Pensar é o nome do programa filosófico-educacional criado no final da década de 1960 por Matthew Lipman.  Trata-se de um Programa educacional que propõe oferecer a crianças e jovens um espaço investigativo-dialógico no qual busquem maior e melhor compreensão de temáticas filosóficas e, ao fazê-lo, possam desenvolver sua capacidade de "pensar melhor" através de uma metodologia que faz parte integrante do referido Programa.

 

   1. Um  espaço investigativo-dialógico.
   O Programa Filosofia para Crianças-Educação para o Pensar  (PFC), enquanto um programa educacional, defende a idéia de que as salas de aula (e outros ambientes educacionais ) devem ser espaços investigativo-dialógicos. Isto é, devem ser espaços nos quais crianças e jovens aprendam a investigar e o aprendam a fazer em colaboração, compartilhadamente, com os outros. Melhor dizendo: que haja espaços nos quais crianças e jovens aprendam a investigar melhor (pois, todas as pessoas investigam naturalmente, mas nem sempre investigam bem) e aprendam a fazê-lo  compartilhadamente e dialogicamente.
   Pensando nas escolas, a proposta é bem radical: a de transformar todas as salas de aula em "comunidades de investigação" ao invés de continuarem a ser espaços apenas de preleções e demonstrações. “O conceito de sala de aula como uma comunidade investigativa é central tanto para Filosofia para Crianças, quanto para a iniciativa genérica de ensinar a pensar melhor e a desenvolver o bom senso.” (SPLITTER e SHARP, 1999, p.12 ).
   Tal proposta tem a ver com o entendimento de Lipman de que o diálogo é inerente ao "fazer Filosofia" e de que o "ir aprendendo a fazer Filosofia" deveria ser inerente a todo o processo educacional.

O fazer Filosofia exige conversação, diálogo e comunidade que não são compatíveis com o que se requer na sala de aula tradicional.
A Filosofia impõe que a classe se converta numa comunidade de investigação, onde estudantes e professores possam conversar como pessoas e como membros da mesma comunidade; onde possam ler juntos, apossar-se das idéias conjuntamente, construir sobre as idéias dos outros; onde possam pensar independentemente,  procurar razões para seus pontos de vista, explorar suas pressuposições; e possam trazer para suas vidas uma nova percepção de o que é descobrir, inventar, interpretar e criticar.
(LIPMAN, 1990, p. 61 ).

 

2. Compreensão progressiva de temáticas filosóficas.

   A denominação "Filosofia para Crianças" vem daí: trata-se de um Programa de iniciação filosófica de crianças e jovens que visa manter vivas nas pessoas, desde o mais cedo possível, as disposições para investigarem continuamente as chamadas "temáticas filosóficas".
   Estas temáticas dizem respeito àquelas questões (perguntas) que todos os seres humanos se fazem, incluindo, aí, crianças e jovens e de cujas respostas se servem para orientar sua forma de ser gente, sua forma de agir, sua forma de pensar, sua forma de valorar. Ao longo da história da humanidade, estas questões ("questões de fundo", ou "questões fundamentais"), têm sido praticamente as mesmas. Dizem respeito à realidade em geral, ao seu ser, a seu possível sentido (ontologia ou metafísica); dizem respeito ao ser humano (antropologia filosófica), ao seu ser, ao sentido de sua existência; dizem respeito ao agir humano, especialmente em relação aos outros seres humanos e à natureza como um todo; daí derivam as questões relativas ao justo, ao bom, ao certo, etc. (campo da ética ); dizem respeito ao fato de o ser humano pensar e produzir conhecimentos (gnosiologia, epistemologia ); daí derivam questões sobre a verdade, sobre o pensar, sobre as melhores formas de produzir conhecimentos e sobre o seu papel na vida das pessoas, etc.; dizem respeito ao fato de os seres humanos viverem em sociedade e ao fato dramático da existência do poder e sua relação com a liberdade ( campo da filosofia social e política que se entrelaça especialmente com o campo da ética); dizem respeito ao belo, à beleza, à sua busca e produção-representação pelos homens (campo da estética); dizem respeito ao nosso processo de argumentação-raciocínio (lógica); e tantas outras questões.
   A idéia básica do PFC é manter vivas e acesas as questões filosóficas em todos os seres humanos. Para isso é necessário não permitir que elas sejam amortecidas nas crianças e jovens. As crianças as colocam de forma muito viva: elas perguntam o que é tudo o que vêem e porque tudo existe; perguntam o que é gente; perguntam por que a certas atitudes chamamos de certas e a outras de erradas; querem saber o que é mentira e verdade; querem saber por que há morte e porque não podem fazer tudo o que desejam; perguntam, também, porque há pessoas que podem "mandar" nelas e se perguntam como exercer poder igual sobre os outros; etc..
   Ora, o conjunto destas e outras questões forma o conteúdo privilegiado que vem desafiando a reflexão filosófica da humanidade e que tem, nos que são chamados de "grandes filósofos", seus melhores exemplares no trabalho de busca de respostas a elas.  Esta busca tem produzido respostas: há um acervo delas distribuído em tendências, linhas, ou doutrinas filosóficas.
   Algumas das doutrinas filosóficas tornam-se, historicamente, conjuntos de respostas que são aceitas como referências orientadoras de sociedades e mesmo de épocas históricas. Muitas vezes tais referências orientadoras são impostas, ou violentamente, ou sutilmente (o que não deixa de ser uma forma de violência: a violência simbólica).
   A premissa da qual se parte, na proposta do PFC, é que as pessoas, todas as pessoas, devem participar da construção das referências significativas para suas vidas. Daí que todas as pessoas devam poder, de alguma forma, estar participando investigativamente e colaborativamente da produção das mesmas. Isso implica que o filosofar deva ser partilhado por todos. Todos devem poder envolver-se na investigação das melhores respostas às questões que são de todos: são de todos porque todos as colocam e porque as respostas às mesmas dizem respeito a todas as pessoas.
   É neste espaço que uma "educação filosófica" precisa estar presente se queremos gerações não conformistas e, portanto, participativas na construção de um mundo com referências mais claras e mais consistentes, porque mais bem pensadas por todos.

Para muitos adultos a experiência de se admirar e refletir nunca exerceu nenhuma influência sobre suas vidas.  Assim,  estes adultos deixaram de questionar e de  buscar  os      significados da sua experiência e, finalmente, se tornaram exemplos da aceitação passiva que as crianças acatam como modelos para sua própria conduta. Desse modo a proibição de se admirar e de questionar se transmite de geração para geração.
Em pouco tempo, as crianças que agora estão na escola serão pais. Se pudermos, de algum modo, preservar o seu senso natural de deslumbramento, sua prontidão em buscar o significado e sua vontade de compreender o porque de as coisas serem como são, haverá uma esperança de que ao menos essa geração não sirva aos seus  próprios  filhos como modelo de aceitação passiva. (LIPMAN, OSKANIAN e SHARP, 1994, p.55).

   Tal espaço privilegiado precisa ser otimizado. Uma das formas de fazê-lo é criar momentos nos quais, intencionalmente, as crianças e jovens são incentivados a explicitar seus questionamentos filosóficos. Nestes momentos, profundamente educativos do ponto de vista da formação humanística básica, são diversos os recursos possíveis: situações vividas que podem ser retomadas; peças teatrais; filmes; pequenos textos; pequenas histórias; etc..
   No PFC é proposto que haja momentos, como as horas de aulas, uma ou duas vezes por semana, para este trabalho intencional e sistemático de investigação filosófica inicial. Como recurso básico são utilizadas histórias ou, como as denomina Lipman, "novelas filosóficas", nas quais os personagens são crianças e jovens que se colocam as questões filosóficas, defrontam-se com respostas variadas a elas (dadas por eles mesmos ou pelos adultos com os quais convivem) e colocam sob análise investigativa tanto as questões, quanto as respostas. Os procedimentos dos personagens pretendem ser modelos de uma investigação colaborativa e compartilhada.
  As “novelas filosóficas” são identificadas pelo nome do personagem principal das mesmas. São as seguintes: Rebeca (para 6/7 anos); Issao e Guga (para 7/8 anos); Pimpa (para 9/10 anos); A descoberta de Ari dos Telles (para 11/12 anos) e Luíza (para 13/14 anos). Cada uma delas vem acompanhada de um Manual do Professor que oferece ao mesmo alguns subsídios para orientar o diálogo em sala de aula (os Planos de Discussão) e para estimular o desenvolvimento das habilidades cognitivas (Exercícios).
   Espera-se que as crianças e jovens, ao lerem em conjunto das novelas, sintam-se provocados a explicitar suas próprias questões, a cotejá-las com as questões dos personagens, a buscar produzir respostas para estas questões e, ao fazê-lo, submeter suas respostas ao crivo de critérios cada vez mais rigorosos sem descuidar de esforços criativos voltados a produzir respostas possivelmente "novas", mas plausíveis. Obviamente que, para fazerem tudo isso de forma cada vez mais aprimorada, precisarão de ajuda educacional competente. Daí a necessidade de educadores bem preparados para tanto.
   É importante notar que, na proposta do PFC, o que se busca não é um trato direto com as produções dos chamados "Grandes Filósofos". O que se busca é manter vivas e interessantes as questões filosóficas que são próprias de todos os seres humanos de tal modo que, no momento oportuno, estas crianças e jovens se sintam convidados ao exame cuidadoso e sistemático da produção filosófica acumulada historicamente. Mas, mais importante que isso, o que se busca é o desenvolvimento de maior capacidade para que todas as pessoas possam participar da produção histórica das chamadas respostas filosóficas podendo não correr o risco de serem simplesmente doutrinadas. Daí a proposta de, progressivamente, propiciar maior envolvimento com o questionamento filosófico e de buscar, ao mesmo tempo, desenvolver nas crianças e jovens os instrumentos de pensamento necessários e requeridos para o trato com tal questionamento.

 

3. Um programa voltado a uma Educação para o Pensar.

   Faz parte do PFC um conjunto de esforços intencionais tendo em vista desenvolver a capacidade de pensar melhor buscando incentivar as crianças e jovens a exercerem um pensamento reflexivo, rigoroso e crítico, profundo, criativo, cuidadoso, contextualizado e auto-corretivo. O esforço filosófico inclui necessariamente o exame de como pensamos e de como conhecemos: há, naturalmente, na Filosofia um convite à metacognição que, quando exercida, nos leva ao pensar reflexivo e auto-corretivo. Mas, há mais: podemos saber melhor dos instrumentos do pensar que são o que se denomina de habilidades de pensamento. Há que criar condições para o seu aprimoramento ou desenvolvimento. Lipman indica a metodologia da comunidade de investigação como sendo o processo e o âmbito privilegiado para tanto.

As principais habilidades de pensamento.   Lipman indica quatro grupos delas.

 

1º. grupo: Habilidades de Investigação.
   Investigação é busca. É busca de soluções. É busca de saber como é, de saber como ocorre, de saber como se faz, de saber como se resolve um problema. Para se ter competência em um tal processo de investigação, são necessárias, no mínimo, as seguintes habilidades cognitivas:
  
   A habilidade de saber observar bem.
      Observar é dar-se conta dos elementos que estão envolvidos em uma situação; é dar-se conta dos elementos e das relações que produzem uma determinada situação, ou fato, ou objeto. Observar criativamente é dar-se conta de possíveis novas relações em determinada situação, ou fato, ou objeto.
     
   A habilidade de saber formular questões ou perguntas substantivas.
   A partir das observações, somos levados a indagar, a perguntar. Trata-se de desenvolver a capacidade de formular perguntas substantivas, perguntas que tenham tal conteúdo de interesse investigativo que nos impulsionam à busca de soluções pela importância delas nas situações em que estamos envolvidos.
   A habilidade de saber formular hipóteses.
   Saber formular hipóteses é o mesmo que saber pensar respostas possíveis às questões ou perguntas que temos ou que os outros nos propõem. É ser capaz de imaginar ou supor possíveis respostas.  
A habilidade de saber buscar comprovações.
   A segurança de nossos saberes depende do quanto são comprovados. E é importante que o sejam, pois, nós os utilizamos para explicações, para justificativas e para orientar nossas formas de agir.   Saber buscar comprovações para nossas afirmações é habilidade que pode ser desenvolvida quando se estimula para a verificação, para a averiguação, para a medição, para a argumentação, para a experimentação, para a constatação, para a exemplificação, etc..


    2º Grupo: Habilidades de Raciocínio.
   Raciocínio é o processo do pensar através do qual nós conseguimos obter novos conhecimentos, a partir de conhecimentos anteriores que já temos e a partir de certas relações que estabelecemos entre tais conhecimentos.   Este processo de pensar pelo qual “tiramos”, ou obtemos novas informações “de dentro” das relações de informações anteriores, chama-se processo de inferência. Nós “tiramos”, ou inferimos conclusões (que são as novas informações) a partir de algo já posto como sabido antes e a partir de relações que estabelecemos entre elementos deste algo já sabido.
As habilidades de raciocínio mais urgentes a serem “cuidadas” educacionalmente talvez sejam estas:

- Ser capaz de produzir bons juízos, isto é, ser capaz de produzir afirmações bem sustentadas por boas razões.
- Ser capaz de estabelecer relações adequadas entre idéias e, especialmente, entre juízos. Temos que estimular crianças e jovens a estabelecer os mais variados tipos de relações entre coisas e coisas, fatos e fatos, situações e situações, e, especialmente a estabelecer relações entre idéias, relatando-as algum modo.
- Ser capaz de inferir, isto é, de “tirar” conclusões. Esta é a habilidade básica que permite o raciocinar. Já comentamos a seu respeito acima.
- Há uma outra habilidade muito útil, tanto para a vida, quanto para o desenvolvimento do raciocínio: trata-se da habilidade de identificar ou perceber pressuposições subjacentes. Trata-se de ser capaz de “ler nas entre-linhas”, ou de inferir o que está “sendo dito”, de forma mais ou menos escondida, quando se afirma algo.

 

3º Grupo: Habilidades de Formação de Conceitos.
   Um conceito é sempre uma organização de informações numa idéia que pode ser expressada por uma palavra, por um conjunto de palavras, por esquemas, etc.. Diz Lipman que um conceito é um conjunto de informações relacionadas entre si e que formam um sentido, um significado.
      Muitas vezes, no processo educacional, colocamos as crianças e jovens em contato com muitas palavras, mas não as provocamos para que explicitem os significados delas. Eles se tornam leitores de palavras, mas não dos seus significados. O trabalho com as palavras é um bom caminho para desenvolver habilidades que auxiliam na formação de conceitos, tais como:
-  habilidade de explicar, ou desdobrar, o siginificado de qualquer palavra;
- a habilidade de analisar, de esmiuçar elementos que compõem um conceito qualquer e de, em seguida, sintetizar, unir de novo tais elementos, reconstituindo o conceito;
- a habilidade de buscar significados de palavras em fontes como dicionários, enciclopédias, pessoas, e de adequar os significados encontrados ao contexto em que tais palavras estão sendo utilizadas;
- habilidade de observar características essenciais para que algo possa ser identificado como tal;
- habilidade de definir, isto é, de ser capaz de dizer o que algo é e que o torna inconfundível.

 

4º Grupo: Habilidades de Tradução.
    Traduzir é conseguir dizer algo que está dito com certas palavras, ou de certa forma, por meio de outras palavras, ou por meio de outras formas, mantendo o mesmo significado. Diz Lipman que isto é o que ocorre nas boas traduções de uma língua para outra. Mas, não só: isto ocorre, também, quando procuramos dizer, com nossas próprias palavras (ou por outros meios) , algo que alguém disse, ou escreveu, ou expressou por mímica, desenho, etc., mantendo o significado.

   Estes desempenhos envolvem habilidades de interpretar, de parafrasear, de analisar e todas as habilidades relacionadas à formação de conceitos.

      A proposta de educação para o pensar de Lipman não pode ser entendida como um mero treino de utilização de habilidades. O que ele propõe é o trabalho de investigação dialógica a respeito de questões relativas a temas, ou a conteúdos, no qual as habilidades de pensamento são sempre solicitadas. Em tal trabalho, é importante que o educador conheça as habilidades de pensamento, saiba identificar sua utilização por parte dos educandos, saiba avaliar o desempenho nelas que está sendo demonstrado pelos alunos e saiba tanto estimular seu uso e como indicar um uso melhor delas, se for o caso.
    Os conteúdos problematizados são de fundamental importância, pois, não há o pensar sem algum conteúdo e nem formação humana. O que não se pode continuar a fazer é apenas apresentar conteúdos para que deles simplesmente os alunos tomem ciência. Eles precisam, além de tomar ciência dos conteúdos, serem capazes de analisá-los, avaliá-los, problematizá-los, re-elaborá-los, etc.. Isto se faz pensando e, pensando bem. Mas, os conteúdos são fundamentais. E, na Filosofia, conteúdos são as grandes questões que os seres humanos sempre se colocam e são também as produções das reflexões dos chamados grandes filósofos: o professor de Filosofia deve conhecê-las e, aos poucos, deve favorecer o acesso a elas por parte dos alunos: especialmente no Ensino Médio.

 

4.  BIBLIOGRAFIA. 

ALONSO, E. e RAMOS-DE-OLIVEIRA, P. Educando para o Pensar. São Paulo. Thomson: 2002.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
KOHAN, W. O e WAKSMAN, V. (org.) Filosofia para crianças na prática escolar. Petrópolis: Vozes, 1999.
KOHAN, W. O e KENNEDY, D. (org) Filosofia e infância: possibilidades de um encontro. Petrópolis: Vozes, 1999.
KOHAN, W. O e LEAL, B. (org) Filosofia para crianças em debate. Petrópolis: Vozes, 1999.
KOHAN, W O e WUENSCH, A M. (org.) Filosofia para crianças: a tentativa pioneira de Matthew Lipman. Petrópolis: Vozes, 1999.
LORIERI, M. Filosofia: fundamentos e métodos. Filosofia no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, 2002.
LIPMAN, Matthew. A Filosofia vai à escola. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
_________________ O Pensar na Educação. Petrópolis: Vozes, 1995.
_________________ Natasha: diálogos vigotskianos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
SHARP, A. LIPMAN, M. e OSKANIAN, F. A Filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.
SPLITTER, L. e SHARP, Ann M. Uma nova educação: a comunidade de investigação na sala de Aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1999.        


Matthew Lipman. Nasceu em 1923 na cidade de Vineland - New Jersey - EUA. Doutorou-se em Filosofia na Universidade Colúmbia, em Nova York, em 1953. Fez pós doutorado na França e foi o fundador do IAPC (Instituto para o Desenvolvimento de Filosofia para Crianças) ligado à Universidade Estadual de Montclair - New Jersey - EUA. É o criador do Programa de Filosofia para Crianças. Faleceu em 26/12/2010 em MontClair-USA.

 

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