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Sidónio Muralha – Literatura InfantilLeopoldo Scherner
Sidónio Muralha, lisboeta (alfacinha), nasceu em 1920. Filho de jornalista. Transformou-se em poeta viajante, em viajante poeta: “Andei por 20 e tantos países...”. E aí está o Congo (hoje República da Zaire) – para onde emigrou em 1943 (23 anos!) -, a Guiné, Angola, Moçambique e... o Brasil. Volta a Portugal somente após a Revolução dos Cravos: 25 de abril de 1974. Vindo da África, fixou-se no Brasil. Aqui, se casou com a médica Drª. Helen Butler Muralha. Faleceu em 1982. 1. Bichos, Bichinhos e Bicharocos – Lisboa, 1950 e1997 A Literatura Infantil de Sidónio Muralha é escrita em prosa e verso. Entretanto, não sei se mais poéticos os livros escritos em prosa, se os em verso. Os escritos em prosa com mil milhentos recursos poéticos, os escritos em verso, poéticos pela própria natureza. Um Personagem Chamado Pedrinho – O título deste pequeno livro – os livros de Sidónio Muralha são pequenos, mas são sempre pequenos grandes livros – o título deste pequeno livro me faz lembrar Humberto Eco, quando diz que os títulos existem para “enganar” as pessoas: as pessoas que vão fazendo suas descobertas e que vão desvendando os enigmas dos livros. Estou fazendo tal referência porque Um Personagem Chamado Pedrinho conta a vida de Monteiro Lobato para apresentar e descrever a psicologia de um dos seus personagens, de suas criaturas, que é Pedrinho, vivo, inteligente, inquieto, perguntador. Do céu azul e da amplidão Crianças, quebrem as grades Il a dû aller Finalmente, a idéias de Sidónio Muralha que, como não podia ser diferente, correspondem, num seu depoimento, às idéias expressas em todo o tempo em prosa e verso: Pago embora seja raro. Um rio, só se for claro. E que ninguém me dê amparo A alegria Só o sabiá E tudo o que lá Outros livros escritos por Sidónio Muralha: Obras infantis recentemente editadas e reeditadas pela Global Editora: Carta de Carlos Drumond de Andrade a Sidónio Muralha Rio, 14 de maio, 1979. Caro Sidónio Muralha: Tantas finezas a agradecer-lhe – e o tempo fugindo como água nas mãos; estas mãos de setenta e muitos anos... Carlos Drummond de Andrade
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